sábado, 21 de maio de 2022

Tipos de variação linguística Com exercícios




 As variações de uma língua podem ocorrer por diferentes motivos. 

Eu, por exemplo, andando pelo Brasil, conheci diferentes tipos de variações linguísticas. Muitas vezes fico curiosa, me perguntando como pode pessoas de uma mesma região, de um mesmo estado terem formas tão diferentes de falar. Um exemplo disso são os pernambucanos. Eu vim do interior para a capital, onde tem um sotaque bem diferente. E muitas palavras ditas aqui na capital, no litoral, são desconhecidas das pessoas que vivem no interior ( Sertão pernambucano). Parecem mundos diferentes, pois o vocabulário popular daqui é diferente do de lá.

Conheça a seguir alguns deles:

Diferenças de lugar ou região

Diferenças geográficas têm relação com variação da língua. Por exemplo, algumas cidades do interior usam uma variedade linguística diferente da falada na capital; o  português falado no Sul do país é diferente do falado no Nordeste; o português falado no Brasil é diferente do falado em Portugal e nos países africanos de língua portuguesa, como Angola, Moçambique e Cabo Verde.
As diferenças podem ser de som (pronúncia), de vocabulário e até de construções frasais.


Escolaridade e classe social


A variedade linguística usada por pessoas que não frequentaram ou frequentaram pouco a escola é diferente daquelas pessoas que frequentaram a escola por mais tempo. O conhecimento que prevalece naqueles que não frequentaram a escola é o conhecimento empírico, assim como um vocabulário popular, por não conhecer vocabulário mais trabalhado.


Diferenças históricas


Tente descobrir a resposta da advinha ao lado.
Nos versos ao lado, há duas palavras que atualmente quase não são mais empregadas na língua infantil: cosida e talhada. Cozida é o mesmo que "costurada", e talhada equivale a "cortada. Diferentemente das crianças do passado, que conheciam o sentido dessas palavras, as crianças de hoje provavelmente teriam dificuldades para resolver essa advinha, que, por isso, tende a desaparecer das brincadeiras infantis.




Oralidade e Escrita

Em princípio a língua oral é mais espontânea do que a língua escrita. Na língua oral são mais comuns , por exemplo, as repetições, as quebras na sequência de ideias, problemas de concordância e o uso de expressões de apoio, como né?..., tá ligado?, entendeu?, etc. Já a língua escrita é mais monitorada, pois temos condições de escolher bem as palavras, de corrigir o texto e melhorá-lo até transmitir exatamente o que desejamos.


Formalidade e informalidade: graus de monitoramento

às vezes, mesmo sem perceber, falamos em determinadas situações de modo diferente do habitual, por exemplo, quando falamos em público, quando, em busca de emprego, somos entrevistados, quando conversamos com pessoas mais instruídas do que nós ou com pessoas que ocupam cargo ou posição elevada. Nessas situações, monitoramos mais o que dizemos, evitando gírias, expressões grosseiras e palavras ou expressões que demonstrem intimidade com o interlocutor, como galera, tipo safado, pra caramba, curtir, é um saco, etc. e por isso nossa fala se aproxima mais da norma padrão. Quando isso ocorre, dizemos que a língua apresenta maior grau de formalidade. Quando, entretanto, ela apresenta menor monitoramento, dizemos que a língua é informal.















Fonte: Livro- Gramática, texto, reflexão e uso, de William Cereja e Thereza Cochar.

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