domingo, 18 de fevereiro de 2018

Tipologia textual (e ainda um pequeno resumo ao final)

Quando se fala em tipologia textual há apenas 5 tipos: narração, dissertação, descrição, injunção e exposição.

A tipologia textual é um assunto que "cai" muito em concursos públicos. O que acontece, na maioria das vezes, é confundir tipologia textual com os gêneros discursivos. Em primeiro lugar, a tipologia textual é um conceito que se preocupa com a norma do tipo de texto, com as regras gramaticais e com a estrutura. E o gênero discursivo diz respeito à finalidade do texto, isto é, para quem será, como será a comunicação.
Ao contrário da tipologia textual, o gênero discursivo tem inúmeras possibilidades, tais como: o conto, a palestra, o gibi, notícia e assim por diante. Quando se fala em tipologia textual há apenas cinco tipos: narração, dissertação, descrição, injunção e exposição.
Narração
Um tipo textual muito conhecido é a narração que geralmente é apresentada em formato de livros e histórias que contam o que, onde, como, quando e quem. A narração deve ser uma história que envolve personagens e acontecimentos, além do clímax. O espaço, o tempo e o enredo fazem parte da estrutura.
Descrição
Já a descrição pode ser um complemento de qualquer tipo de texto (e de gênero), afinal, ela serve para situar o leitor, fazendo-o imaginar a cena que está sendo retratada. Geralmente, ela acompanha muito a narração, para descrever o lugar, os personagens. Na descrição, há recursos extras que podem melhorar a qualidade do texto:
  • Enumeração: é quando você descrever a ação em ordem, como se fosse retratar uma ação em movimento, por exemplo, para que o leitor compreenda o processo.
  • Comparação: na descrição é possível fazer comparações para permitir que o leitor faça associações e compreenda o que queremos dizer. É um recurso muito valioso, visto que podemos comparar situações e facilitar a interpretação de texto.
  • Os cinco sentidos: é muito comum usar esse recurso no momento de descrever alguma ação, personagem. Podemos utilizar o olfato, tato, paladar, visão e audição para que o leitor visualize e sinta as palavras, imaginando perfeitamente. Você pode descrever um prato de comida, por exemplo, caracterizando-o pelo cheiro e pelo paladar.
Quem descreve pode ser tanto objetivo quanto subjetivo, ou seja, pode decidir se suas opiniões ficarão de fora ou não. Assim, o texto pode se tornar imparcial ou íntimo, dependendo do objetivo. E em um texto descritivo há muita utilização de três classes gramaticais, os adjetivos, substantivos e locuções adjetivas, além de verbos no passado e no presente.
A descrição é apresentada em 3 estruturas: introdução (o que será descrito), desenvolvimento (caracterização) e conclusão (finalização).
Dissertação
A dissertação é um tipo de texto muito conhecido, principalmente em vestibulares. O objetivo da dissertação é debater e expor um tema com argumentos fortes, apresentando a sua opinião de forma clara. É permitido que você exponha seu ponto de vista. Na dissertação você deve conhecer o assunto, de modo que o texto fique claro e que aparenta autoridade sobre o tema.
A estrutura da dissertação é dividida em três: introdução, desenvolvimento e conclusão. Na introdução, deve-se apresentar o tema; no desenvolvimento, deve-se apresentar argumentos que vão de encontro ao seu ponto de vista sobre o assunto, guiando o leitor; e na conclusão, deve ser retomado o tema para finaliza-lo ou concluir sobre o assunto.
Exposição
O texto expositivo é aquele totalmente imparcial e neutro, que serve apenas para informar e não trazer a opinião do autor. É apenas uma exposição sobre o assunto que será retratado. Um exemplo claro são as notícias vinculadas no jornal. Não deve ter interferência nenhuma da opinião do autor e o objetivo é explicar.

Injunção
Já a tipologia textual da injunção diz respeito a instruções. Isso quer dizer que são textos que nos guiam e nos instruem para completar uma tarefa, seja por meio de um manual ou uma receita, por exemplo. Há duas formas: o instrucional, que é apenas uma sugestão de como você pode fazer tal coisa; e a prescrição, que enaltece uma norma, uma regra, como no caso da bula de remédios ou uma receita.
Além das características mais comuns do texto injuntivo- forma verbal no imperativo, diálogo com o leitor, a função conativa ou apelativa da linguagem e o discurso na 2ª pessoa- o uso do humor, a ambiguidade, estão presentes. Exemplo: 










Resumo de Tipologia Textual + Exercícios Com Gabarito

resumo de tipologia textualEis um pequeno resumo dos tipos textuais já estudados aqui no blog. Se você não leu as aulas anteriores, seguem os links:

I. Interpretação de Texto - Concurso
II. Tipologia Textual - Descrição
III. Tipologia Textual - Narração
IV. Tipologia Textual - Dissertação

Texto Narrativo (sequência de fatos)
  • Conta como aconteceu, acontece ou acontecerá algo (real ou imaginário);
  • É necessário uma introdução, um clímax e um desfecho;
  • O enredo é prioridade;
  • Fundamental é situar o tempo e o espaço físico onde ocorrem os fatos;
  • Dar preferência ao verbo de ação, ao dinamismo, para tornar mais viva a narrativa;
  • O pretérito perfeito e o mais-que-perfeito do indicativo predominam na narrativa;
  • O autor adota a postura de narrador.
 Texto Descritivo (sequência de aspectos)
  • Descreve como é um objeto, uma pessoa, uma paisagem, uma cena...;
  • Apresenta o cheiro, a cor, as sensações como aspectos importantes;
  • A finalidade da descrição é fazer ver e sentir;
  • O presente do indicativo e/ou pretérito imperfeito do indicativo predominam na descrição;
  • Os adjetivos estão sempre presentes no texto;
  • O autor adota a postura de observador.
Texto Dissertativo (sequência de análises)
  • Texto objetivo;
  • Convence o leitor por meio de fatos, dados estatísticos, citações, publicações...;
  • O predomínio verbal é o presente do indicativo e do subjuntivo;
  • O autor adota a postura de argumentador.
Exercícios


1. (EV) Sobre o texto narrativo, pode-se afirmar:
a) A estrutura textual é semelhante ao texto descritivo
b) A postura do autor é de argumentador
c) Há, exaustivamente, o uso de presente do indicativo.
d) Não apresenta clímax em sua estrutura
e) O enredo é prioritário

2. (EV) O predomínio de adjetivações é comumente encontrado no texto:
a) Narrativo
b) Informativo
c) Descritivo
d) Dissertativo
e) Epistolar

3. (EV) Duas características são representativas do modo de organização dissertativa, assinale-as:
a) Introdução e clímax
b) Argumentação e sensação
c) Seqüência de fatos e de aspectos
d) Verbos de ação e objetividade
e) Convencimento e descrição

4. (EV) Leia o texto a seguir:
Parceria Reeditada
"Viviane Pasmanter estreou na TV em 91, na novela “Felicidade”, de Manoel Calos, dirigida por Denise Saraceni. Ela deverá voltar a trabalhar com Denise em “Ciranda de pedra”, nova novela das 18h".
O Globo 08/02/08
A opção que melhor justifica o título do texto é:
a) o fato de Viviane Pasmanter ter estreado na TV em 1991.
b) de a atriz ter sido dirigida por Denise Saraceni.
c) por ter trabalhado com Denise Saraceni na novela “Felicidade”
d) por ter trabalhado com Denise Saraceni em “Felicidade” e trabalhar novamente com ela em “Ciranda de pedra”.
e) Viviane Pasmanter trabalhar em uma novela de Manoel Carlos.

5. (EV) O verbo estrear aparece conjugado no texto (estreou). Indique o modo e o tempo a que pertence este verbo.
a) indicativo / presente
b) subjuntivo / pretérito imperfeito
c) indicativo / pretérito imperfeito
d) indicativo / pretérito perfeito
e) imperativo / afirmativo

6.(EV) O uso das aspas em alguns vocábulos do texto é justificado por/pela:
a) sempre se usa com os substantivos.
b) participação de Viviane em novelas da TV Globo.
c) não estar empregada em seu sentido original
d) participar duas vezes de novelas dirigidas por Denise Saraceni.
e) ser o nome da novela, por isso o uso das aspas.


7.(EV) No segmento: “Ela deverá voltar a trabalhar...”. O elemento sublinhado é classificado morfologicamente por:
a) artigo
b) preposição
c) pronome
d) advérbio
e) substantivo

8. (EV) “Ela deverá voltar a trabalhar com Denise...” O segmento destacado é classificado sintaticamente como:
a) Adjunto adverbial de modo
b) Adjunto adverbial de companhia
c) Adjunto adverbial de lugar
d) Adjunto adverbial de negação
e) Adjunto adverbial de pessoa

9. (EV) “Ela deverá voltar...”. A locução verbal pode ser substituída, sem alteração semântica, por um verbo simples, assinale-o:
a) volta
b) voltaria
c) voltará
d) poderá voltar
e) voltou

10. (EV) “Viviane Pasmanter estreou na TV...”. Nesse período o verbo “estreou” concorda com seu sujeito “ Viviane Pasmanter”, marque a alternativa em que tal concordância NÃO ocorre:
a) A atriz se atrasou para a peça.
b) Roberto Carlos cantou no Canecão.
c) Dá-se aulas de Língua portuguesa.
d) Edson Celulari ainda é fiel a Claudia Raia.
e) Suzana Vieira desfilou no carnaval.


11. Leia o texto a seguir: 
Para fazer uma boa compra no ramo imobiliário, não basta ter dinheiro na mão. É imprescindível que o comprador seja frio, calculista e bem informado. Na hora de comprar um imóvel, a emoção é um dos maiores inimigos de um bom negócio. Assim, por mais que se goste de uma casa, convém manter sempre um certo ar de contrariedade. Se o vendedor perceber qualquer sinal de emoção, isso poderá custar dinheiro ao comprador. Não é por outra razão que quem compra para especular ou apenas para investir costuma conseguir um melhor negócio do que quem está à procura de um lugar para morar.

Segundo o texto:
a) Os vendedores, via de regra, buscam ludibriar os compradores, e vice-versa.
b) O vendedor costuma aumentar o preço do imóvel quando o comprador não está bem informado sobre o mercado de valores.
c) O mercado imobiliário oferece bons investimentos apenas para quem pretende especular.
d) No ramo imobiliário, uma atitude que aparente indiferença pode propiciar negócio mais vantajoso para o comprador.
e) No mercado imobiliário, o comprador realiza melhor negócio adquirindo uma propriedade de que não tenha gostado muito.

12. Segundo o mesmo texto:
a) Quanto maior a disponibilidade financeira do comprador, maior a probabilidade de sucesso no negócio imobiliário.
b) Disponibilidade econômica não é o único fator que possibilita a realização de um bom negócio.
c) O vendedor, por preferir negociar com investidores, desfavorece o comprador da casa própria.
d) Gostar de uma casa é psicologicamente importante em qualquer tipo de compra, seja ela para residência ou para investimento.
e) O mercado imobiliário oferece oportunidades mais seguras para o investidor que para o especulador.

GABARITO
1. E
2. C
3. D
4. D
5. D
6. E
7. B
8. B
9. C
10. C
11. D
12. B

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Cronograma ENEM 2018





Aproveite para iniciar os estudos, pois o exame chega rápido!


Reforço escolar



Aula particular pode ser boa alternativa para alunos que precisam melhorar rendimento
Adriana Guimarães, professora de língua portuguesa, Lenita Crespo e Nicole: mãe optou por aula particular para a filha com foco no Enem.

Em todas as escolas, dezenas de jovens que cursam o mesmo ano letivo aprendem em sala de aula, ao mesmo tempo, o mesmo conteúdo de matérias. No entanto, as dificuldades individuais surgem em momentos diferentes para cada um. Nesta hora, especialistas indicam as aulas de reforço como a melhor medida para que as dúvidas não se acumulem, para que os alunos não fiquem desestimulados, ou ainda, para que não percam o ano letivo. 
“As aulas particulares são recomendadas quando o aluno quer melhorar seu desempenho escolar. Alguns procuram quando percebem que estão com dificuldade em um determinado conteúdo, mas a grande maioria espera até que as notas fiquem baixas para adotar a estratégia”, afirma a psicopedagoga Ester Chapiro, diretora da Central de Professores. 
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O ideal, segundo ela, é procurar ajuda o mais cedo possível, para não acumular os conteúdos que serão estudados. “É preciso romper um ciclo vicioso que se forma, onde o aluno não aprende, passa a tirar nota baixa, tem sua autoestima diminuída e perde o interesse e a atenção. As aulas particulares, com bons profissionais, podem dar um ‘empurrãozinho’ para uma melhora significativa nos resultados escolares. Trabalho há mais de 20 anos com isso e posso garantir que, na maioria dos casos, essa alternativa ajuda a solucionar o problema”, afirma.
Além da melhora nas notas, Ester explica que, com a aula de reforço, os estudantes melhoram também a autoestima e o interesse pelos estudos, facilitando todo o processo de aprendizagem. Segundo ela, isso ocorre porque os fatores emocionais estão fortemente ligados à aprendizagem. 
“Mas existem os alunos que realmente têm muita dificuldade para focar na explicação do professor em sala de aula e se distraem facilmente. Isso, geralmente, não ocorre de forma consciente, mas porque ele não consegue direcionar a própria atenção para as aulas. Neste caso, sugiro uma avaliação psicopedagógica para uma investigação das causas do problema”, alerta a educadora.
Quando as dúvidas aumentam, o estudante Ruan Santos, 15 anos, costuma contar com as aulas de reforço. Mesmo precisando do apoio de um professor particular de matemática, ele considera as aulas na escola suficientes para o aprendizado, mas também acredita que o ritmo de assimilação de cada aluno varia dependendo do assunto.
“Faço aulas quando as dificuldades aparecem, quando eu sinto que não vou conseguir ir bem em uma determinada prova. A aula particular me ajuda a não ficar de recuperação ou correr o risco de perder o ano. Geralmente faço uma ou duas aulas antes da prova, isso já é suficiente. O resultado é positivo, já que sempre consigo recuperar as notas com esse suporte”, afirma o estudante. 
O investimento dos pais de Ruan parece estar mesmo valendo a pena. Com a ajuda extra, ele já conseguiu aumentar a média de notas em matemática, que estava entre 3 e 4 e passou para 8. 
“Percebo que todo aluno sente alguma dificuldade em determinado momento, como aconteceu comigo. Alguns assuntos que são ensinados durante as aulas não tinham ficado muito claros para mim, então eu precisei de ajuda para poder acompanhar a turma”, analisa Ruan.
Professor de matemática, matéria campeã na procura por aulas de reforço, o administrador de empresas Felipe Vianna, 47, diz que esta é a matéria que, geralmente, os alunos menos gostam e uma das que mais reprovam nas escolas e também no ensino superior. “Isso porque ela exige um raciocínio lógico e nem todos têm esse perfil”, enfatiza. 
O professor de matemática Felipe Vianna lembra que quando a aula é individual, é possível perceber com mais facilidade onde o aluno está precisando de reforço
Foto: Douglas Macedo
A cada ano, quanto mais a matemática evolui, mais difícil fica, de acordo com Felipe. Segundo ele, a dificuldade dos alunos começa a surgir a partir do oitavo e nono ano, quando são ensinados assuntos como polinômio, equação do segundo grau e fórmulas em geral. 
“Alunos já saíram da nota zero e conseguiram passar fazendo aula particular. É um investimento diferenciado, porque quando a aula é individual, você vê exatamente onde o aluno está precisando de reforço”, declara o professor.
A professora de língua portuguesa Adriana Guimarães acredita que as escolas estão cada vez mais aumentando o número de alunos em sala de aula e instrumentalizando cada vez menos o professor para dar conta de um número tão grande de estudantes. À frente de um curso voltado para aulas de reforço, ela conta que muitas vezes os alunos que a procuram já estão com muitas dúvidas acumuladas.
“Uns vêm em busca de aperfeiçoamento, outros estão preocupados com a aprovação no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Na aula particular, o acolhimento é grande, o atendimento é individualizado e você consegue recuperar o aluno com um pouco mais de facilidade. Mas não são quatro horas de aula que vão conseguir isso. Temos quase 100% de aprovação com os alunos que fazem aula de reforço, mas é preciso ter expectativas reais. Matérias como português e matemática são cheias de pré-requisitos e, às vezes, os pais não entendem isso”, ressalta Adriana.
Para a advogada Lenita Crespo, 43 anos, mãe da estudante Nicole, de 12 anos, aluna do sétimo ano do ensino médio, que também faz aulas de reforço em matemática e português, o foco no Enem faz com que as escolas cobrem cada vez mais dos estudantes, fazendo com que essas dificuldades apareçam com mais frequência. 
“Sempre achei necessário esse reforço paralelo na educação, mas com essa busca por aprovações no Enem, isso se tornou um ponto a mais para os estudantes. Há vários anos percebo as salas de aula cada vez mais cheias e achei que minha filha precisava de uma atenção mais direcionada. Percebi as dificuldades nos estudos surgindo e, logo no início, quis que ela tivesse este apoio. As aulas de leitura e interpretação que ela faz, por exemplo, ajudam em todas as matérias mesmo que indiretamente, e isso tudo se reflete no resultado final”, conclui Lenita.
 Fonte: http://www.ofluminense.com.br/pt-br/revista/refor%C3%A7o-escolar#


Gerações do Romantismo no Brasil


O Romantismo assumiu em nossa literatura um significado secundário, de um movimento anticolonialista e antilusitano, de rejeição à literatura produzida na época colonial, aos modelos culturais portugueses. Por isso, a primeira geraçãoromântica tinha a preocupação de garantir uma identidade nacional que nos separasse de Portugal, buscando no passado histórico elementos de origem nacional.

São apontadas três gerações de escritores românticos:

- Primeira geração: nacionalista, indianista e religiosa. Os poetas que se destacam são: Gonçalves Dias e Gonçalves de Magalhães.

- Segunda geração: é um período marcado pelo mal do século, apresenta egocentrismo irritado, pessimismo, satanismo e atração pela morte. Os poetas que se destacam são: Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu, Fagundes Varela e Junqueira Freire.

- Terceira geração: esse período desenvolve uma poesia com caráter político e social, é formada pelo grupo condoreiro. O maior representante dessa fase é Castro Alves.


Primeira geração

Os primeiros românticos são conhecidos como nativistas, pois seus romances retratam índios vivendo livremente na natureza, numa representação idealizada. O índio é transformado no símbolo do homem livre e incorruptível.
Nosso Romantismo apresenta como traço essencial o nacionalismo, destacando o indianismo, o regionalismo, a pesquisa histórica, folclórica e linguística, e a crítica aos problemas nacionais.

Segunda geração

O tema que fascinou os escritores da segunda geração romântica brasileira foi a morte. Nas obras dos escritores desse período está presente uma visão negativa do mundo e da sociedade, onde expressam seu pessimismo e sentimento de inadequação à realidade, pois viviam uma vida desregrada, dividida entre os estudos acadêmicos, o ócio, os casos amorosos e a leitura de obras literárias, como as de Musset e Byron.
A segunda geração, também conhecida como ultrarromantismo, encontra no Brasil discípulos fervorosos, que diante do amor apresentam uma visão dualista, envolvendo atração e medo, desejo e culpa. Em seus poemas, a imagem de perfeição feminina apresenta os traços de morte, condenando implicitamente qualquer forma de manifestação física do amor.

Terceira geração

A terceira geração é também conhecida como “O condoreirismo”, os poetas dessa geração apresentam estilo grandioso ao tratarem de temas sociais, eram comprometidos com a causa abolicionista e republicana desenvolvendo, assim, a poesia social.
Castro Alves é o poeta que mais se destaca. Inspirado nos princípios de Victor Hugo, ele começa a escrever poemas sobre a escravidão. Há, retratado em seus poemas, o lado feio e esquecido pelos primeiros românticos: a escravidão dos negros, a opressão e a ignorância do povo brasileiro.
Castro Alves ficou conhecido como “o poeta dos escravos”.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Funções da linguagem

Para que serve a linguagem?

Sabemos que a linguagem é uma das formas de apreensão e de comunicação das coisas do mundo. O ser humano, ao viver em conjunto, utiliza vários códigos para representar o que pensa, o que sente, o que quer, o que faz.
Sendo assim, o que conseguimos expressar e comunicar através da linguagem? Para que ela funciona?
A multiplicidade da linguagem pode ser sintetizada em seis funções ou finalidades básicas. Veja a seguir:

1) Função referencial ou denotativa

Palavra-chave: referente
Transmite uma informação objetiva sobre a realidade. Dá prioridade aos dados concretos, fatos e circunstâncias. É a linguagem característica das notícias de jornal, do discurso científico e de qualquer exposição de conceitos. Coloca em evidência o referente, ou seja, o assunto ao qual a mensagem se refere. Exemplo:
Numa cesta de vime temos um cacho de uvas, uma maçã, uma laranja, uma banana e um morango. (Este texto informa o que há dentro da cesta, logo, há função referencial).

2) Função expressiva ou emotiva

Palavra-chave: emissor
Reflete o estado de ânimo do emissor, os seus sentimentos e emoções. Um dos indicadores da função emotiva num texto é a presença de interjeições e de alguns sinais de pontuação, como as reticências e o ponto de exclamação. Exemplos:
a) Ah, que coisa boa!
b) Tenho um pouco de medo...
c) Nós te amamos!

3) Função apelativa ou conativa

Palavra-chave: receptor
Seu objetivo é influenciar o receptor ou destinatário, com a intenção de convencê-lo de algo ou dar-lhe ordens. Como o emissor se dirige ao receptor, é comum o uso de tu e você, ou o nome da pessoa, além dos vocativos e imperativo. É a linguagem usada nos discursos, sermões e propagandas que se dirigem diretamente ao consumidor. Exemplos:
a) Você já tomou banho?
b) Mãe, vem cá!
c) Não perca esta promoção!



4) Função poética

Palavra-chave: mensagem
É aquela que põe em evidência a forma da mensagem, ou seja, que se preocupa mais em como dizer do que com o que dizer. O escritor, por exemplo, procura fugir das formas habituais e expressão, buscando deixar mais bonito o seu texto, surpreender, fugir da lógica ou provocar um efeito humorístico.
Embora seja própria da obra literária, a função poética não é exclusiva da poesia nem da literatura em geral, pois se encontra com frequência nas expressões cotidianas de valor metafórico e na publicidade. Exemplos:
a)  “... a lua era um desparrame de prata”.
(Jorge Amado)
 b) Em tempos de turbulência, voe com fundos de renda fixa.
(Texto publicitário)
c) Se eu não vejo
a mulher
que eu mais desejo
nada que eu veja
vale o que
eu não vejo
(Daniel Borges)

5) Função fática 

Palavra-chave: canal
Tem por finalidade estabelecer, prolongar ou interromper a comunicação. É aplicada em situações em que o mais importante não é o que se fala, nem como se fala, mas sim o contato entre o emissor e o receptor. Fática quer dizer "relativa ao fato", ao que está ocorrendo.
Aparece geralmente nas fórmulas de cumprimento: Como vai, tudo certo?; ou em expressões que confirmam que alguém está ouvindo ou está sendo ouvido: sim, claro, sem dúvida, entende?, não é mesmo? É a linguagem das falas telefônicas, saudações e similares. Exemplo:
Alô? Está me ouvindo? 

6) Função metalinguística

Palavra-chave: código
Esta função refere-se à metalinguagem, que ocorre quando o emissor explica um código usando o próprio código. É a poesia que fala da poesia, da sua função e do poeta, um texto que comenta outro texto. As gramáticas e os dicionários são exemplos de metalinguagem. Exemplo:
Frase é qualquer enunciado linguístico com sentido acabado.
(Para dar a definição de frase, usamos uma frase.)
Observações:
- Em um mesmo texto podem aparecer várias funções da linguagem. O importante é saber qual a função predominante no texto, para então defini-lo.
- As funções para a linguagem foram bem caracterizadas em 1960, por um famoso linguista russo chamado Roman Jakobson, num célebre ensaio intitulado "Linguística e Poética".

Relações Lógico-discursivas ( causalidade, temporalidade, conclusão, comparação, finalidade, oposição, explicação, condição, adição.

         Um desafio que se mostra cada vez mais constante nas provas de concursos atualmente são as relações lógico-discursivas.
       Precisamos estar preparados para as provas, que a cada dia exigem mais dos concurseiros de plantão, a medida que a concorrência se torna cada vez maior e mais preparada.
      Antes de mais nada, o candidato precisa reparar que as relações discursivas são aquelas que dão sentido ao texto, como em “Lá no fundo do rio, vivia Pepita”, em que a frase após a vírgula denota a relação de explicação.
Causalidade A causalidade é aquela que representa o motivo, a causa, pela qual uma ação aconteceu. A principal conjunção utilizada é o ‘porque’, entretanto, no próprio texto pode não haver uma conjunção e aí será necessário compreender o sentido de causa e efeito por si só, conforme o contexto. Exemplo: "Porque/como/visto que estava doente, fui na farmácia".
Consequência A consequência é o efeito que é declarado na oração principal. Geralmente, utiliza-se apenas a conjunção ‘que’ para exprimir essa relação, como em: "Estava com tanta sede que bebi muitos litros de água".
Condição As relações condicionais são aquelas que expressam uma imposição para que algo aconteça. É necessário impor para que seja realizado ou não. A conjunção mais conhecida da condição é a partícula ‘se’, que já indica a probabilidade. Exemplo: "Se todo mundo concordar, libero a festa".
Concessão Para o concurseiro não esquecer jamais o que indica concessão, tenha em mente a palavra contraste, porque é esse tipo de simbologia que essa relação lógica-discursiva oferece. É na concessão que acontece contradição, por exemplo, nesta frase: "Eu irei, mesmo que ela não vá".
Comparação Para essa relação, utiliza-se muito a conjunção ‘como’, para estabelecer uma comparação entre os elementos e pelas ações que serão proferidas na oração principal. Olhe um exemplo: "Ele come como um leão". Mesmo que haja uma metáfora inserida, a comparação ainda existe metaforicamente, indicando o quanto a pessoa se alimenta bem, por exemplo.
Conformidade A conformidade é aquela relação em que só poderá realizar um fato se seguir uma regra, uma norma, conforme como se pede. Pode-se utilizar “Segundo”, “De acordo”, “Conforme”. Exemplo: "Conforme foi dito, realizei a tarefa".
Temporalidade É no tempo que conseguimos exprimir as noções de posterioridade e anterioridade, além de simultaneidade. É o fato que pode expressar essa causa de tempo, que geralmente está acompanhado pela expressão ‘quando’. Por exemplo: "Sempre que acontece isso, você fica assim" (expressa a condição do tempo, do que aconteceu).
Finalidade A finalidade é aquilo que você responde: qual o objetivo da ação? A onde você quer chegar? Através da construção ‘a fim de que’, ‘para que’, você consegue exprimir essa relação lógica-discursiva, como acontece no período a seguir: "Fui viajar, para que pudesse esquecer de você".
Adição- Estabelece uma ideia de acréscimo de informações a uma ação já informada.( E, nem, não  só... Mas também,  além de...)
Exemplo: A lua surgiu e as estrelas inundaram o céu de luz.
 Não só fez a tarefa, como também entregou o trabalho.

Fonte: https://www.concursosnobrasil.com.br/blogs/dicas/dicas-de-lingua-portuguesa-para-prova-da-compesa-nivel-medio.html


      O uso correto das conjunções estabelece uma boa relação lógico discursiva do texto em si. 
     As orações têm esses articuladores, que nos auxiliam na construção do texto. São conectivos , que ligam as orações estabelecendo uma conexão entre elas, seja ela de causalidade, explicação, adição, etc.

Conjunções coordenativas
Resultado de imagem para conjunções coordenativas e subordinadas


Conjunções subordinativas

Resultado de imagem para conjunções  subordinadas 





Português
.

Abaixo encontram-se respostas possíveis às perguntas da prova. Outras respostas, desde que atendam adequadamente ao que foi solicitado, serão consideradas corretas.

Leia o texto abaixo:





5




10



15




20




25




30
     A diferença entre a vaidade e o orgulho consiste em
que este é uma convicção bem firme de nossa superiorida-
de em todas as coisas; a vaidade, pelo contrário, é o desejo
que temos de despertar nos outros esta persuasão, com a
esperança secreta de chegar por fim a convencer a nós
mesmos.
      O orgulho tem, pois, origem numa convicção interior e,
portanto, direta; a vaidade é a tendência de adquirir a
auto-estima do exterior e, portanto, indiretamente. A vaidade
é faladora, o orgulho silencioso. Mas o homem vaidoso
deveria saber que a alta opinião dos outros, alvo de seus
esforços, se obtém mais facilmente por um silêncio
contínuo do que pela palavra, mesmo quando há para dizer
as coisas mais lindas. Não é orgulhoso quem quer;
pode-se, no máximo, simular o orgulho, mas, como todo
papel de convenção, não logrará ser sustentado até o fim.
Porque é apenas a convicção profunda, firme, inabalável
que se tem de possuir méritos superiores e valor excepcional
que dá o verdadeiro orgulho. Esta convicção pode até ser
errônea, ou fundada apenas em vantagens exteriores e de
convenção, mas, se é real e sincera, em nada prejudica o
orgulho. Pois o orgulho tem raízes na nossa convicção e
não depende, assim como sucede com qualquer outro
conhecimento, do nosso bel-prazer. O seu pior inimigo,
quero dizer o seu maior obstáculo, é a vaidade, que apenas
leva o indivíduo a solicitar os aplausos alheios para, em
seguida, formar uma opinião elevada de si mesmo; ao
passo que o orgulho supõe uma opinião já firmemente
arraigada em nós. Há quem censure e critique o orgulho;
esses sem dúvida nada possuem de que se orgulhar.


(A. Schopenhauer. Dores do Mundo.
São Paulo: Edições e Publicações Brasil, 1959 - tradução revista).



1
(valor: 1,0 ponto)
Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa (2ª Edição Revista e Ampliada) lista, entre os possíveis significados de orgulho, os seguintes: (i) sentimento de dignidade pessoal; (ii) amor próprio demasiado. Na sua opinião, o autor privilegia algum desses dois sentidos na descrição que faz do orgulho? Justifique sua resposta.
Resposta:
O autor privilegia o sentido (i), "sentimento de dignidade pessoal", na medida em que afirma, repetidas vezes, que o orgulho tem origem em uma convicção interior dos próprios méritos, do próprio valor.


2
(valor: 1,0 ponto)
Retire do texto um período que explicite cada uma das seguintes idéias:

a) Há menos chance de se obter um boa imagem pública com autopromoção do que com discrição.

b) Aquele que finge orgulho é mais cedo ou mais tarde desmascarado.
Resposta:
  1. "Mas o homem vaidoso deveria saber que a alta opinião dos outros, alvo de seus esforços, se obtém mais facilmente por um silêncio contínuo do que pela palavra, mesmo quando há para dizer as coisas mais lindas." (linhas 10-15)

  2. "Não é orgulhoso quem quer; pode-se, no máximo, simular o orgulho, mas, como todo papel de convenção, não logrará ser sustentado até o fim." (linhas 15-17)



3
(valor: 1,0 ponto)
A que se refere, no primeiro parágrafo, a expressão "esta persuasão" (l. 4)?
Resposta:
Com a expressão "esta persuasão", faz-se referência à convicção que o vaidoso deseja despertar nos outros de sua superioridade em todas as coisas.



Leia o poema de Manoel de Barros:


No descomeço era o verbo.
Só depois é que veio o delírio do verbo.
O delírio do verbo estava no começo, lá
onde a criança diz: Eu escuto a cor dos 
passarinhos.
A criança não sabe que o verbo escutar não
funciona para cor, mas para som.
Então se a criança muda a função de um
verbo, ele delira.
E pois.
Em poesia, que é voz de poeta, que é a voz
de fazer nascimentos —
O verbo tem que pegar delírio




4
(valor: 1,0 ponto)
Estabeleça uma relação entre o poema e a seguinte frase, também de autoria de Manoel de Barros: "Não gosto de palavra acostumada".

O material das questões 5, 6 e 7 foi retirado de diferentes seções do Jornal do Brasil. Faça, em cada caso, o que é solicitado.
Resposta:
A frase e o poema tematizam a tensão entre os significados "acostumados" -- estabelecidos, estabilizados, dicionarizados -- e significações outras, que podem advir de usos vocabulares inusitados (como "descomeço") e combinações lingüísticas incomuns (como "eu escuto a cor dos passarinhos").



5
(valor: 1,5 pontos)
Na coluna O que eles estão lendo (Caderno Idéias, 21/08/99), entrevistam-se profissionais de diversas áreas, pedindo-se que indiquem suas últimas leituras. Ao ser entrevistada recentemente, a coreógrafa Regina Miranda forneceu informações que podem ser resumidas nos seguintes itens:
  • Está preparando um novo trabalho com a sua companhia
  • Em função do novo trabalho, está lendo poemas de Jalaleddin Rumi
  • Jalaleddin Rumi é um poeta persa que viveu no século XIII
  • Jalaleddin Rumi é considerado o maior poeta místico de toda a tradição muçulmana
  • Jalaleddin Rumi pode ser comparado com Shakespeare e Dante
  • Está lendo não só poemas de Jalaleddin, mas também todo o material que conseguiu sobre ele

Articule todas essas informações em um texto de, no máximo, três períodos, sendo ao menos um deles composto por subordinação.
Resposta:
Em função do novo trabalho que está preparando com sua companhia, Regina Miranda vem lendo poemas de Jalaleddin Rumi, poeta persa do século XIII, que é considerado o maior poeta místico de toda tradição muçulmana, comparável a Shakespeare e Dante. Regina está lendo não apenas poemas de Jalaleddin Rumi, como também todo material que conseguiu sobre ele.



6
(valor: 1,5 pontos)
O trecho abaixo, extraído da seção de Esportes, apresenta problemas de estruturação. Reescreva-o de modo a eliminar tais problemas.

O técnico Carlinhos admira Fábio Baiano, a quem conhece-o desde garoto que o treinou nas categorias de base. (31/08/99)
Resposta:
O técnico Carlinhos admira Fábio Baiano, que conhece desde garoto, quando o treinou nas categorias de base.



7
(valor: 1,0 ponto)
Na coluna Língua Viva (22/08/99), o professor Sérgio Duarte chama nossa atenção para a possibilidade de variação interpretativa de enunciados em função do uso do acento grave. Explique como isso se dá nos enunciados abaixo.
• Veio à noite de mansinho e encontrou-o dormindo.
• Veio a noite de mansinho e encontrou-o dormindo.

Leia o texto abaixo, encontrado na capa de uma fita disponível em vídeo-locadoras:

Um filme de ação em alta voltagem que vai prender você na poltrona até a última cena. Bill (James Belushi) é um ex-mafioso que traiu um dos mais perigosos chefões da máfia de Chicago e desapareceu carregando 12 milhões de dólares.
Agora, vivendo sob a vigilância do Programa de Proteção a Testemunhas, leva uma vida tranqüila ao lado de Debra (Vanessa Angel) sua esposa. Porém, liderada por Miles (Michael Beach) uma gangue de mafiosos, frios e armados até os dentes, está em sua perseguição, para recuperar o dinheiro roubado e se vingar de Bill.
O xerife Dex (Timothy Dalton) também está envolvido na perseguição e Bill se vê forçado a fazer uma das mais difíceis escolhas de sua vida, baseado puramente em seus instintos.
Quando você não diferencia os criminosos dos tiras... Não acredite em ninguém, suspeite de todos e corra para viver.
Resposta:
Alternativa 1: No primeiro caso, a expressão "à noite" é adjunto adverbial; no segundo caso, sem o acento grave, a expressão "a noite" é sujeito.
Alternativa 2: No primeiro caso, entende-se que alguém chegou durante a noite de mansinho; no segundo caso, compreende-se que a própria noite chegou de mansinho.


8(valor: 1,0 ponto)
No segundo parágrafo do texto, faltam duas vírgulas. Reescreva os trechos em que isso ocorre, acrescentando-as nos lugares corretos.
Resposta:
Agora, vivendo sob a vigilância do Programa de Proteção a Testemunhas, leva uma vida tranqüila ao lado de Debra (Vanessa Angel), sua esposa. Porém, liderada por Miles (Michael Beach), uma gangue de mafiosos, frios e armados até os dentes, está em sua perseguição, para recuperar o dinheiro roubado e se vingar de Bill.


9(valor: 1,0 ponto)
Sem alterar substancialmente o sentido do período abaixo, reescreva-o de modo que a expressão "os criminosos" passe a funcionar como sujeito da oração sublinhada. Faça as adaptações necessárias.

Quando você não diferencia os criminosos dos tiras, tudo pode acontecer.
Resposta:
Quando não se diferenciam criminosos de tiras, tudo pode acontecer.


Fonte: https://www.puc-rio.br/vestibular/repositorio/provas/2000/pordo.html