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domingo, 11 de fevereiro de 2018

Funções da linguagem

Para que serve a linguagem?

Sabemos que a linguagem é uma das formas de apreensão e de comunicação das coisas do mundo. O ser humano, ao viver em conjunto, utiliza vários códigos para representar o que pensa, o que sente, o que quer, o que faz.
Sendo assim, o que conseguimos expressar e comunicar através da linguagem? Para que ela funciona?
A multiplicidade da linguagem pode ser sintetizada em seis funções ou finalidades básicas. Veja a seguir:

1) Função referencial ou denotativa

Palavra-chave: referente
Transmite uma informação objetiva sobre a realidade. Dá prioridade aos dados concretos, fatos e circunstâncias. É a linguagem característica das notícias de jornal, do discurso científico e de qualquer exposição de conceitos. Coloca em evidência o referente, ou seja, o assunto ao qual a mensagem se refere. Exemplo:
Numa cesta de vime temos um cacho de uvas, uma maçã, uma laranja, uma banana e um morango. (Este texto informa o que há dentro da cesta, logo, há função referencial).

2) Função expressiva ou emotiva

Palavra-chave: emissor
Reflete o estado de ânimo do emissor, os seus sentimentos e emoções. Um dos indicadores da função emotiva num texto é a presença de interjeições e de alguns sinais de pontuação, como as reticências e o ponto de exclamação. Exemplos:
a) Ah, que coisa boa!
b) Tenho um pouco de medo...
c) Nós te amamos!

3) Função apelativa ou conativa

Palavra-chave: receptor
Seu objetivo é influenciar o receptor ou destinatário, com a intenção de convencê-lo de algo ou dar-lhe ordens. Como o emissor se dirige ao receptor, é comum o uso de tu e você, ou o nome da pessoa, além dos vocativos e imperativo. É a linguagem usada nos discursos, sermões e propagandas que se dirigem diretamente ao consumidor. Exemplos:
a) Você já tomou banho?
b) Mãe, vem cá!
c) Não perca esta promoção!



4) Função poética

Palavra-chave: mensagem
É aquela que põe em evidência a forma da mensagem, ou seja, que se preocupa mais em como dizer do que com o que dizer. O escritor, por exemplo, procura fugir das formas habituais e expressão, buscando deixar mais bonito o seu texto, surpreender, fugir da lógica ou provocar um efeito humorístico.
Embora seja própria da obra literária, a função poética não é exclusiva da poesia nem da literatura em geral, pois se encontra com frequência nas expressões cotidianas de valor metafórico e na publicidade. Exemplos:
a)  “... a lua era um desparrame de prata”.
(Jorge Amado)
 b) Em tempos de turbulência, voe com fundos de renda fixa.
(Texto publicitário)
c) Se eu não vejo
a mulher
que eu mais desejo
nada que eu veja
vale o que
eu não vejo
(Daniel Borges)

5) Função fática 

Palavra-chave: canal
Tem por finalidade estabelecer, prolongar ou interromper a comunicação. É aplicada em situações em que o mais importante não é o que se fala, nem como se fala, mas sim o contato entre o emissor e o receptor. Fática quer dizer "relativa ao fato", ao que está ocorrendo.
Aparece geralmente nas fórmulas de cumprimento: Como vai, tudo certo?; ou em expressões que confirmam que alguém está ouvindo ou está sendo ouvido: sim, claro, sem dúvida, entende?, não é mesmo? É a linguagem das falas telefônicas, saudações e similares. Exemplo:
Alô? Está me ouvindo? 

6) Função metalinguística

Palavra-chave: código
Esta função refere-se à metalinguagem, que ocorre quando o emissor explica um código usando o próprio código. É a poesia que fala da poesia, da sua função e do poeta, um texto que comenta outro texto. As gramáticas e os dicionários são exemplos de metalinguagem. Exemplo:
Frase é qualquer enunciado linguístico com sentido acabado.
(Para dar a definição de frase, usamos uma frase.)
Observações:
- Em um mesmo texto podem aparecer várias funções da linguagem. O importante é saber qual a função predominante no texto, para então defini-lo.
- As funções para a linguagem foram bem caracterizadas em 1960, por um famoso linguista russo chamado Roman Jakobson, num célebre ensaio intitulado "Linguística e Poética".

Relações Lógico-discursivas ( causalidade, temporalidade, conclusão, comparação, finalidade, oposição, explicação, condição, adição.

         Um desafio que se mostra cada vez mais constante nas provas de concursos atualmente são as relações lógico-discursivas.
       Precisamos estar preparados para as provas, que a cada dia exigem mais dos concurseiros de plantão, a medida que a concorrência se torna cada vez maior e mais preparada.
      Antes de mais nada, o candidato precisa reparar que as relações discursivas são aquelas que dão sentido ao texto, como em “Lá no fundo do rio, vivia Pepita”, em que a frase após a vírgula denota a relação de explicação.
Causalidade A causalidade é aquela que representa o motivo, a causa, pela qual uma ação aconteceu. A principal conjunção utilizada é o ‘porque’, entretanto, no próprio texto pode não haver uma conjunção e aí será necessário compreender o sentido de causa e efeito por si só, conforme o contexto. Exemplo: "Porque/como/visto que estava doente, fui na farmácia".
Consequência A consequência é o efeito que é declarado na oração principal. Geralmente, utiliza-se apenas a conjunção ‘que’ para exprimir essa relação, como em: "Estava com tanta sede que bebi muitos litros de água".
Condição As relações condicionais são aquelas que expressam uma imposição para que algo aconteça. É necessário impor para que seja realizado ou não. A conjunção mais conhecida da condição é a partícula ‘se’, que já indica a probabilidade. Exemplo: "Se todo mundo concordar, libero a festa".
Concessão Para o concurseiro não esquecer jamais o que indica concessão, tenha em mente a palavra contraste, porque é esse tipo de simbologia que essa relação lógica-discursiva oferece. É na concessão que acontece contradição, por exemplo, nesta frase: "Eu irei, mesmo que ela não vá".
Comparação Para essa relação, utiliza-se muito a conjunção ‘como’, para estabelecer uma comparação entre os elementos e pelas ações que serão proferidas na oração principal. Olhe um exemplo: "Ele come como um leão". Mesmo que haja uma metáfora inserida, a comparação ainda existe metaforicamente, indicando o quanto a pessoa se alimenta bem, por exemplo.
Conformidade A conformidade é aquela relação em que só poderá realizar um fato se seguir uma regra, uma norma, conforme como se pede. Pode-se utilizar “Segundo”, “De acordo”, “Conforme”. Exemplo: "Conforme foi dito, realizei a tarefa".
Temporalidade É no tempo que conseguimos exprimir as noções de posterioridade e anterioridade, além de simultaneidade. É o fato que pode expressar essa causa de tempo, que geralmente está acompanhado pela expressão ‘quando’. Por exemplo: "Sempre que acontece isso, você fica assim" (expressa a condição do tempo, do que aconteceu).
Finalidade A finalidade é aquilo que você responde: qual o objetivo da ação? A onde você quer chegar? Através da construção ‘a fim de que’, ‘para que’, você consegue exprimir essa relação lógica-discursiva, como acontece no período a seguir: "Fui viajar, para que pudesse esquecer de você".
Adição- Estabelece uma ideia de acréscimo de informações a uma ação já informada.( E, nem, não  só... Mas também,  além de...)
Exemplo: A lua surgiu e as estrelas inundaram o céu de luz.
 Não só fez a tarefa, como também entregou o trabalho.

Fonte: https://www.concursosnobrasil.com.br/blogs/dicas/dicas-de-lingua-portuguesa-para-prova-da-compesa-nivel-medio.html


      O uso correto das conjunções estabelece uma boa relação lógico discursiva do texto em si. 
     As orações têm esses articuladores, que nos auxiliam na construção do texto. São conectivos , que ligam as orações estabelecendo uma conexão entre elas, seja ela de causalidade, explicação, adição, etc.

Conjunções coordenativas
Resultado de imagem para conjunções coordenativas e subordinadas


Conjunções subordinativas

Resultado de imagem para conjunções  subordinadas 





Português
.

Abaixo encontram-se respostas possíveis às perguntas da prova. Outras respostas, desde que atendam adequadamente ao que foi solicitado, serão consideradas corretas.

Leia o texto abaixo:





5




10



15




20




25




30
     A diferença entre a vaidade e o orgulho consiste em
que este é uma convicção bem firme de nossa superiorida-
de em todas as coisas; a vaidade, pelo contrário, é o desejo
que temos de despertar nos outros esta persuasão, com a
esperança secreta de chegar por fim a convencer a nós
mesmos.
      O orgulho tem, pois, origem numa convicção interior e,
portanto, direta; a vaidade é a tendência de adquirir a
auto-estima do exterior e, portanto, indiretamente. A vaidade
é faladora, o orgulho silencioso. Mas o homem vaidoso
deveria saber que a alta opinião dos outros, alvo de seus
esforços, se obtém mais facilmente por um silêncio
contínuo do que pela palavra, mesmo quando há para dizer
as coisas mais lindas. Não é orgulhoso quem quer;
pode-se, no máximo, simular o orgulho, mas, como todo
papel de convenção, não logrará ser sustentado até o fim.
Porque é apenas a convicção profunda, firme, inabalável
que se tem de possuir méritos superiores e valor excepcional
que dá o verdadeiro orgulho. Esta convicção pode até ser
errônea, ou fundada apenas em vantagens exteriores e de
convenção, mas, se é real e sincera, em nada prejudica o
orgulho. Pois o orgulho tem raízes na nossa convicção e
não depende, assim como sucede com qualquer outro
conhecimento, do nosso bel-prazer. O seu pior inimigo,
quero dizer o seu maior obstáculo, é a vaidade, que apenas
leva o indivíduo a solicitar os aplausos alheios para, em
seguida, formar uma opinião elevada de si mesmo; ao
passo que o orgulho supõe uma opinião já firmemente
arraigada em nós. Há quem censure e critique o orgulho;
esses sem dúvida nada possuem de que se orgulhar.


(A. Schopenhauer. Dores do Mundo.
São Paulo: Edições e Publicações Brasil, 1959 - tradução revista).



1
(valor: 1,0 ponto)
Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa (2ª Edição Revista e Ampliada) lista, entre os possíveis significados de orgulho, os seguintes: (i) sentimento de dignidade pessoal; (ii) amor próprio demasiado. Na sua opinião, o autor privilegia algum desses dois sentidos na descrição que faz do orgulho? Justifique sua resposta.
Resposta:
O autor privilegia o sentido (i), "sentimento de dignidade pessoal", na medida em que afirma, repetidas vezes, que o orgulho tem origem em uma convicção interior dos próprios méritos, do próprio valor.


2
(valor: 1,0 ponto)
Retire do texto um período que explicite cada uma das seguintes idéias:

a) Há menos chance de se obter um boa imagem pública com autopromoção do que com discrição.

b) Aquele que finge orgulho é mais cedo ou mais tarde desmascarado.
Resposta:
  1. "Mas o homem vaidoso deveria saber que a alta opinião dos outros, alvo de seus esforços, se obtém mais facilmente por um silêncio contínuo do que pela palavra, mesmo quando há para dizer as coisas mais lindas." (linhas 10-15)

  2. "Não é orgulhoso quem quer; pode-se, no máximo, simular o orgulho, mas, como todo papel de convenção, não logrará ser sustentado até o fim." (linhas 15-17)



3
(valor: 1,0 ponto)
A que se refere, no primeiro parágrafo, a expressão "esta persuasão" (l. 4)?
Resposta:
Com a expressão "esta persuasão", faz-se referência à convicção que o vaidoso deseja despertar nos outros de sua superioridade em todas as coisas.



Leia o poema de Manoel de Barros:


No descomeço era o verbo.
Só depois é que veio o delírio do verbo.
O delírio do verbo estava no começo, lá
onde a criança diz: Eu escuto a cor dos 
passarinhos.
A criança não sabe que o verbo escutar não
funciona para cor, mas para som.
Então se a criança muda a função de um
verbo, ele delira.
E pois.
Em poesia, que é voz de poeta, que é a voz
de fazer nascimentos —
O verbo tem que pegar delírio




4
(valor: 1,0 ponto)
Estabeleça uma relação entre o poema e a seguinte frase, também de autoria de Manoel de Barros: "Não gosto de palavra acostumada".

O material das questões 5, 6 e 7 foi retirado de diferentes seções do Jornal do Brasil. Faça, em cada caso, o que é solicitado.
Resposta:
A frase e o poema tematizam a tensão entre os significados "acostumados" -- estabelecidos, estabilizados, dicionarizados -- e significações outras, que podem advir de usos vocabulares inusitados (como "descomeço") e combinações lingüísticas incomuns (como "eu escuto a cor dos passarinhos").



5
(valor: 1,5 pontos)
Na coluna O que eles estão lendo (Caderno Idéias, 21/08/99), entrevistam-se profissionais de diversas áreas, pedindo-se que indiquem suas últimas leituras. Ao ser entrevistada recentemente, a coreógrafa Regina Miranda forneceu informações que podem ser resumidas nos seguintes itens:
  • Está preparando um novo trabalho com a sua companhia
  • Em função do novo trabalho, está lendo poemas de Jalaleddin Rumi
  • Jalaleddin Rumi é um poeta persa que viveu no século XIII
  • Jalaleddin Rumi é considerado o maior poeta místico de toda a tradição muçulmana
  • Jalaleddin Rumi pode ser comparado com Shakespeare e Dante
  • Está lendo não só poemas de Jalaleddin, mas também todo o material que conseguiu sobre ele

Articule todas essas informações em um texto de, no máximo, três períodos, sendo ao menos um deles composto por subordinação.
Resposta:
Em função do novo trabalho que está preparando com sua companhia, Regina Miranda vem lendo poemas de Jalaleddin Rumi, poeta persa do século XIII, que é considerado o maior poeta místico de toda tradição muçulmana, comparável a Shakespeare e Dante. Regina está lendo não apenas poemas de Jalaleddin Rumi, como também todo material que conseguiu sobre ele.



6
(valor: 1,5 pontos)
O trecho abaixo, extraído da seção de Esportes, apresenta problemas de estruturação. Reescreva-o de modo a eliminar tais problemas.

O técnico Carlinhos admira Fábio Baiano, a quem conhece-o desde garoto que o treinou nas categorias de base. (31/08/99)
Resposta:
O técnico Carlinhos admira Fábio Baiano, que conhece desde garoto, quando o treinou nas categorias de base.



7
(valor: 1,0 ponto)
Na coluna Língua Viva (22/08/99), o professor Sérgio Duarte chama nossa atenção para a possibilidade de variação interpretativa de enunciados em função do uso do acento grave. Explique como isso se dá nos enunciados abaixo.
• Veio à noite de mansinho e encontrou-o dormindo.
• Veio a noite de mansinho e encontrou-o dormindo.

Leia o texto abaixo, encontrado na capa de uma fita disponível em vídeo-locadoras:

Um filme de ação em alta voltagem que vai prender você na poltrona até a última cena. Bill (James Belushi) é um ex-mafioso que traiu um dos mais perigosos chefões da máfia de Chicago e desapareceu carregando 12 milhões de dólares.
Agora, vivendo sob a vigilância do Programa de Proteção a Testemunhas, leva uma vida tranqüila ao lado de Debra (Vanessa Angel) sua esposa. Porém, liderada por Miles (Michael Beach) uma gangue de mafiosos, frios e armados até os dentes, está em sua perseguição, para recuperar o dinheiro roubado e se vingar de Bill.
O xerife Dex (Timothy Dalton) também está envolvido na perseguição e Bill se vê forçado a fazer uma das mais difíceis escolhas de sua vida, baseado puramente em seus instintos.
Quando você não diferencia os criminosos dos tiras... Não acredite em ninguém, suspeite de todos e corra para viver.
Resposta:
Alternativa 1: No primeiro caso, a expressão "à noite" é adjunto adverbial; no segundo caso, sem o acento grave, a expressão "a noite" é sujeito.
Alternativa 2: No primeiro caso, entende-se que alguém chegou durante a noite de mansinho; no segundo caso, compreende-se que a própria noite chegou de mansinho.


8(valor: 1,0 ponto)
No segundo parágrafo do texto, faltam duas vírgulas. Reescreva os trechos em que isso ocorre, acrescentando-as nos lugares corretos.
Resposta:
Agora, vivendo sob a vigilância do Programa de Proteção a Testemunhas, leva uma vida tranqüila ao lado de Debra (Vanessa Angel), sua esposa. Porém, liderada por Miles (Michael Beach), uma gangue de mafiosos, frios e armados até os dentes, está em sua perseguição, para recuperar o dinheiro roubado e se vingar de Bill.


9(valor: 1,0 ponto)
Sem alterar substancialmente o sentido do período abaixo, reescreva-o de modo que a expressão "os criminosos" passe a funcionar como sujeito da oração sublinhada. Faça as adaptações necessárias.

Quando você não diferencia os criminosos dos tiras, tudo pode acontecer.
Resposta:
Quando não se diferenciam criminosos de tiras, tudo pode acontecer.


Fonte: https://www.puc-rio.br/vestibular/repositorio/provas/2000/pordo.html